UMA OBRA DE DIOGO CANEDA

O tempo não passa igual para todos.

E se fosse possível voltar ao dia em que tudo mudou?

Milo Klok está prestes a descobrir que o passado também sabe se defender.

Milo tem dez anos, uma imaginação inquieta e uma relação muito particular com o tempo: para ele, as horas podem parecer segundos.

Depois de muitos tratamentos que não funcionaram, a mãe, Valéria, o leva até o Dr. Norton Schwab, cientista aposentado que vive recluso em um sítio em Santa Maria. Entre discos de vinil e invenções improváveis, o doutor guarda o Cronofrequenciador, uma máquina criada para tratar esse tipo de neurodivergência.

Numa sessão experimental, Milo atravessa um fenômeno inexplicável e decide voltar ao passado para impedir a tragédia que marcou sua família. Para isso, terá de lidar com paradoxos, riscos físicos e decisões que nem os adultos conseguem compreender por completo.

Com humor, música, ciência, afeto e mistério, esta é uma aventura que trata de família, para ser lida em família.

Capa da obra Milo Klok e os Canais do Tempo, com Milo em um barco verde diante de um céu cósmico
DESÇA PARA EXPLORAR
Degustação da obra

A aventura começa na primeira página.

Conheça as primeiras 25 páginas de Milo Klok e os Canais do Tempo. Entre sem pressa e descubra onde esta história pode levar você.

Ler as primeiras 25 páginas

Milo Klok e os Canais do Tempo Diogo Caneda

Páginas sem texto ocultadas. A numeração das páginas corresponde ao arquivo original.

Três sinais. Muitas perguntas.

Nem todo mistério começa com uma pergunta

Toque nos elementos deste universo para descobrir pistas — sem desvendar a história antes da leitura.

Quanto dura um minuto?

Para algumas pessoas, o tempo escapa das medidas habituais. Experimente perceber a passagem dos segundos sem olhar para o relógio.

00 : 00 : 00

Quando estiver pronto, feche os olhos e tente perceber um minuto.

Uma experiência lúdica inspirada no livro — não é um teste médico.

Um convite antes da viagem

Palavras que atravessam o tempo.

Leia o prefácio completo de Daniel Tonetto, tal como consta da edição do livro.

“Há crianças que não cabem nos relógios.”

Ler o prefácio completo

Há crianças que não cabem nos relógios.

Não porque estejam fora do mundo, mas porque o mundo se acostumou a reconhecer apenas um ritmo. Enquanto os ponteiros avançam obedientes, certas lembranças parecem acontecer agora, e alguns minutos carregam o peso de muitos anos. É nesse território, onde a ciência encontra o espanto e a imaginação se aproxima das perguntas mais humanas, que Diogo Caneda nos convida a entrar em Milo Klok e os Canais do Tempo.

Conheci Diogo Caneda em 1998, no curso de Direito da Universidade Federal de Santa Maria. Desde aquela época, já era possível reconhecer nele características que o tempo apenas confirmou: a dedicação incansável, a inquietude intelectual e a determinação de fazer sempre o melhor. Diogo nunca foi alguém que se contentasse com a superficialidade. Sempre cultivou o conhecimento com seriedade, disciplina e entusiasmo, qualidades que, quase três décadas depois, reconheço em cada página desta obra. Por isso, não me surpreende que alguém de sua envergadura intelectual e humana tenha sido capaz de construir uma narrativa tão rica, sensível e extraordinária. Há livros que nascem da imaginação; outros, de uma vida inteira de observações, estudos e experiências. Este nasce do encontro dessas duas forças.

Milo tem dez anos, adora ler e desenhar e possui a curiosidade luminosa da infância. Mas há algo nele que não se ajusta à ordem dos horários. De fora, isso parece distração ou teimosia; para ele, é uma experiência quase sempre incompreendida. E talvez aí resida a primeira delicadeza deste livro: antes de nos perguntar do que uma criança é capaz, ele nos obriga a pensar em quantas vezes deixamos de escutá-la.

Quem nunca se sentiu fora do compasso dos outros, definido por uma palavra pequena demais para explicar tudo o que carrega? Milo conhece o incômodo dos olhares, a crueldade dos apelidos, a solidão de não conseguir explicar aquilo que sente. Ainda assim, preserva o humor, a ternura e o desejo de descobrir. Sua história nos lembra que nenhuma pessoa cabe inteira no diagnóstico que recebe, na dificuldade que enfrenta ou na opinião apressada de quem a julga.

Ao seu lado está Valéria, uma mãe cuja coragem não consiste em desconhecer o medo, mas em seguir adiante apesar dele. Há uma força silenciosa nas pessoas que insistem em buscar ajuda mesmo quando as portas parecem fechadas. E há também, na relação entre mãe e filho, algo que ultrapassa qualquer invenção fantástica: o amor cotidiano, feito de preocupações, impaciências, pequenos gestos e uma dedicação que nem sempre encontra palavras.

Outra dessas portas conduz ao doutor Norton Schwab. Entre discos de vinil, máquinas improváveis e o sossego de um sítio no interior gaúcho, vive um homem que dedicou a existência a compreender o cérebro humano, mas ainda tem muito a descobrir sobre o próprio coração. O encontro entre o menino e o cientista é uma das belezas desta narrativa. Um conhece pouco do mundo e deseja explorá-lo; o outro conhece muito e, sem perceber, deixou de se permitir o encantamento. Aos poucos, a curiosidade se transforma em vínculo, e a distância entre as gerações começa a desaparecer.

Caneda sabe que uma grande aventura não nasce apenas de acontecimentos extraordinários. Ela precisa de algo que esteja em jogo, de um desejo que nos importe, de personagens pelos quais aceitemos sentir medo. Por isso, embora existam aqui enigmas, engenhos científicos, horizontes distantes e perguntas capazes de desafiar os limites do possível, o verdadeiro centro da história permanece profundamente humano. Há ausências que continuam presentes, culpas que atravessam os anos e afetos que resistem mesmo quando tudo parece mudar.

Também há espaço para a alegria. Uma guitarra pode aproximar duas vidas; um desenho pode dizer mais do que uma explicação. Esses detalhes, aparentemente modestos, dão corpo ao extraordinário. Entre a vertigem das descobertas e a simplicidade dos dias comuns, o livro encontra sua pulsação mais verdadeira.

Crianças e adolescentes encontrarão nestas páginas aventura, humor e a coragem de um menino que não aceita ser reduzido ao que os outros pensam dele. Pais, professores e leitores de outras idades talvez encontrem algo mais difícil: o convite para rever certezas, reconhecer suas próprias fragilidades e perceber que compreender alguém exige mais do que classificá-lo. A literatura aproxima gerações quando permite que cada leitor encontre, nas mesmas páginas, uma pergunta que lhe pertence.

Conhecer Diogo há tantos anos torna esta leitura ainda mais significativa para mim. Ao acompanhar Milo, reconheci não apenas o talento do escritor, mas também a sensibilidade de alguém que sempre compreendeu o conhecimento como uma jornada sem fim. E talvez essa seja uma das maiores virtudes desta obra: fazer da inteligência um caminho para a emoção e da fantasia uma oportunidade de compreender melhor a própria existência.

Entre relógios e estrelas, Diogo Caneda nos oferece uma história sobre o que permanece quando as horas avançam: os laços que construímos, as escolhas que fazemos e a necessidade de sermos vistos como realmente somos. Entre sem pressa. Deixe que Milo lhe mostre seus desenhos e o conduza até onde a imaginação alcança. Ao fim, talvez você descubra que o maior mistério não está em medir ou atravessar o tempo, mas em reconhecer o valor de uma vida no instante em que ela se revela diante de nós. Porque ninguém deveria precisar ser extraordinário para merecer ser compreendido.

DANIEL TONETTOAdvogado, Escritor e Professor Universitário
DANIEL TONETTO · Prefácio
Retrato do escritor Diogo Caneda dos Santos. Fotografia de Leandro Druzian.
Foto: Leandro Druzian
Conheça o autor

Diogo Caneda

Diogo Caneda dos Santos é natural de Santa Maria, formado em Direito na Universidade Federal de Santa Maria e pós-graduado em Direito Constitucional. Em 2003, aos 25 anos, tornou-se Delegado de Polícia Federal, profissão que exerce até hoje. É músico amador e, desde criança, gosta de escrever poemas, letras de músicas etc.

Conheça a edição

Ficha técnica

Informações bibliográficas, características físicas e os profissionais que contribuíram para esta edição.

O livro

Título
Milo Klok e os Canais do Tempo
Autor
Diogo Caneda
Formato
16 × 23 cm
Extensão
280 páginas
Ano
2026
ISBN
978-65-02-44185-5
Editora / selo
Ed. do Autor : Canedaverso

Créditos editoriais

Edição
Canedaverso
Revisão
Giliani Costa Romano
Capa e projeto gráfico
Diogo Caneda
Diagramação
Diogo Caneda
Ilustrações
Diogo Caneda e Enrico Salvatore Romano dos Santos
Direitos autorais
Copyright © 2026, Diogo Caneda. Todos os direitos reservados.
Registro bibliográfico oficial

Ficha catalográfica

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) — Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil.

Caneda, Diogo

Milo Klok e os canais do tempo / Diogo Caneda; [ilustração do autor]. -- Santa Maria, RS : Ed. do Autor : Canedaverso, 2026.

ISBN 978-65-02-44185-5

1. Aventuras 2. Fantasia 3. Ficção científica I. Título.

26-406341.0CDD-B869.308762

Índices para catálogo sistemático:

1. Ficção científica : Literatura brasileira
B869.308762

Livia Dias Vaz – Bibliotecária – CRB-8/9638

A viagem começa na primeira página

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Capa do livro Milo Klok e os Canais do Tempo

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E OS CANAIS DO TEMPO

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